terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Desabafo não desabafo

Não, eu não vou me desabafar aqui
Na verdade, acho que não desabafarei em lugar algum
Embora eu saiba que deseje isso profundamente
Embora eu saiba que, no fundo, eu preciso.

Tenho tantas coisas entaladas na minha garganta
tantas coisas apertando meu peito
Mas como contar?
A quem contar?
E as consequências?

Então eu escrevo,
escrevo freneticamente
coisas que eu não postei e, provavelmente, não postarei.
Mas escrever, ah, já não tem sido suficiente mais
Já não tem me aliviado mais.

Ainda assim, meu orgulho me aconselha a manter meus segredos, nem tão secretos assim, guardados comigo.
Talvez eu desabe e represa transborde tudo
Talvez soltando pouco a pouco minhas angustias, meu rio volte ao nivel normal

Ou talvez, quem sabe, o orgulho seja o primeiro a transbordar e eu conte tudo, a todos, aqui.
Ao invés de postar esse desabafo-não-desabafo....

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Não sei dizer não...


Não sei dizer não.
Não sei negar um pedido a um amigo
se o pedido está ao meu alcance
Nem sequer a desconhecidos, nem “inimigos”.

Não sei negar minha confiança
a quem quer que seja,
até que este alguém a quebre por centenas de vezes.

Não sei negar um beijo quando estou carente
nem de quem eu ame, ainda que não haja em mim um pingo de carência sequer.

E, se me perguntam, não sei dizer que não o amo.

Não sei negar conselhos, abraços, carinhos.
E confesso que, na verdade, eu torço pra ser chamada, pra pedirem meu abraço.
E me seguro ao máximo pra não distribuir gratuitamente meu carinho que tranco a sete chaves...
Fazendo-o tão raro... tão precioso...
Mantendo a máscara da “Bruta Insensível”

Mas eu sei, ah eu sei, que quanto mais se distribui carinho mais se tem em troca e mais precioso ele se torna.